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O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, aumentar em um p.p. (ponto percentual) a Selic 2021 nesta quarta-feira (4). Com isso, a taxa básica de juros tem a quarta elevação do ano e vai para 5,25%.

A alta, a maior em 18 anos, superou a que foi sinalizada pelo órgão na reunião anterior, em junho (+0,75% p.p.) e confirmou as expectativas de analistas do mercado financeiro. Para a próxima reunião, em setembro, o Banco Central antevê novo reajuste de 1 p.p. da Selic.

Leonardo Costa, sócio e head de Renda Fixa da Ethimos, explica que o aumento da Selic para 5,25% está relacionado, principalmente, à pressão inflacionária no país.

“Os aumentos nos preços de energia, combustíveis e commodities em geral, junto à inflação de julho acima das expectativas, também justificam o aumento do ritmo de alta da Selic observado anteriormente, que foi de 0,75 ponto percentual”, explica.

Em 2021, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é a prévia da inflação oficial, acumula alta de 6,79%, bem acima do teto da meta central da inflação em 2021 – que é de 3,75%, com tolerância de 1,5 p.p para baixo ou para cima.

Por que a taxa Selic 2021 subiu?

Segundo o comunicado do Copom divulgado nesta quarta-feira, entre os fatores que puxaram o novo reajuste da Selic estão o aumento de casos da variante Delta da Covid-19 e o aumento das expectativas da inflação para 2021, 2022 e 2023.

“O Comitê avalia que, a despeito dos movimentos recentes nas curvas de juros, ainda há risco relevante de aumento da inflação nas economias centrais”, acrescenta o comunicado.

Quando será a próxima reunião do Copom?

A próxima reunião do Copom em 2021 para definir os rumos da taxa Selic está agendada para 21 e 22 de agosto.

Selic e inflação em 2021

Um dos principais parâmetros para o ajuste da taxa básica de juros é a meta inflacionária para o ano, definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Pesquisa feita pela XP com 34 gestoras de fundos mostra que a projeção mediana para a taxa Selic ao fim de 2021 subiu de 6,5% para 7,5%. Além disso, os gestores aumentaram a expectativa para a alta do IPCA de 6% para 7%.

A mediana das previsões para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021 se elevou de 5,3% para 5,5%.

O que é taxa Selic?

Você sabia que a taxa Selic é um dos principais e mais importantes indicadores econômicos da economia brasileira? O índice e as expectativas do mercado sobre os valores futuros têm grande importância nas estratégias de investimentos, por exemplo.

Em resumo, a Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um sistema do Bacen (Banco Central do Brasil) em que se encontram registradas todas as operações de curtíssimo prazo realizadas por instituições bancárias e que envolvem títulos do Tesouro Nacional.

Nessas operações, os agentes utilizam os títulos públicos federais que possuem como garantia para o crédito de curtíssimo prazo que pegam emprestado. Como em todas as transações de crédito, os bancos também pagam juros para que possam financiar no curto prazo.

Nesse sentido, a média ponderada dos juros praticados entre as instituições representa a Taxa Selic efetiva. Por se tratar de uma modalidade de investimento com vencimento overnight (curtíssimo prazo), a Selic efetiva também ficou conhecida como Selic Over. Pelo tempo curto de negociação, o Copom se reúne a cada 45 dias para definir a principal taxa de juros.

Como o Banco Central atua na Selic?

Nos 45 dias seguintes à definição da Selic, o Bacen atua comprando e vendendo títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional para interferir na oferta e na demanda desses investimentos. No caso de uma elevação da Selic, os títulos são vendidos com taxas maiores, elevando também o preço das operações entre bancos.

É importante dizer que o Bacen não emite títulos, função que cabe ao Tesouro Nacional. A instituição atua apenas no controle da oferta e da demanda dos títulos no mercado negociando aqueles que já foram emitidos.

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Banco Central do Brasil, responsável pelo controle da inflação e da Selic.

Impactos da Selic na economia

No curto prazo, em um cenário em que as taxas básicas de juros estão baixas, o crédito naturalmente se torna mais barato do que em outros momentos. Com isso, mais dinheiro circula na economia e, naturalmente, as pessoas passam a consumir mais.

Por outro lado, com o aumento da taxa Selic 2021 e dos juros, o acesso ao crédito fica mais difícil, e a circulação da moeda no país diminui, bem como o poder aquisitivo das famílias. Portanto, o consumo de produtos e serviços que puxam a alta da inflação também reduz.

Selic e investimentos

Como nossos especialistas explicam, a taxa básica de juros impacta também o mercado de títulos públicos. Elevações sucessivas da Selic permitem que investidores passem a ter retornos melhores em aplicações menos arriscadas.

Além disso, os impactos das altas e das baixas da taxa básica de juros na economia real também impacta o mercado de renda variável, já que o desempenho das empresas depende do consumo das famílias e do acesso ao crédito por empresários, por exemplo. Um aumento da Selic prejudica, muitas vezes, a atividade econômica das empresas.

Vale ressaltar, no entanto, que há outros fatores que direcionam o desempenho da economia. Embora o aumento do apetite por risco ou por ativos de renda variável ou renda fixa receba forte influência das taxas de juros, isso não é unicamente influenciado por elas.

Os especialistas da Ethimos, um dos maiores escritórios da XP Investimentos, dão as recomendações para montagem da carteira de investimentos de acordo com o atual cenário econômico, incluindo a atual taxa da Selic 2021.

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Como investir em 2021 com a atual taxa de juros?

Selic e Câmbio

No mercado de moedas, os preços também são determinados pela oferta e pela demanda. Ou seja, ao aumentar a remuneração real (acima da inflação) paga ao investidor internacional, o Brasil aumenta a demanda por títulos públicos brasileiros negociados em reais. Isso provoca um aumento na demanda por reais no mercado internacional, fazendo com que seu valor se aprecie, e a relação de câmbio dólares por reais, caia. O oposto também é válido.

Segundo especialistas da Ethimos, o cenário internacional dos últimos anos mostra as economias desenvolvidas remunerando o investidor com rendimentos quase nulos para os títulos públicos emitidos. Dessa forma, os investidores passam a buscar por rentabilidade em países com retorno maior, porém com risco controlado.

Histórico da taxa Selic no Brasil

Desde o final da década de 1990, a taxa Selic no Brasil vem passando por um movimento de quedas. No entanto, em março de 2021, houve a primeira alta depois de quase seis anos, seguidas de outras três de 0,75 p.p. e a última de 1 p.p.

Em 1998, novas altas ocorreram, com os juros básicos brasileiros atingindo novamente os 40%.

De 2005 para cá, já com uma estabilidade política relativamente maior, a taxa Selic sofreu cortes menos acentuados, voltando a se elevar apenas durante a crise econômica que se instalou no país a partir de 2012 – momento em que a inflação tornou a atingir dois dígitos anuais – e em 2020, com o avanço da pandemia de Covid-19.

Os valores definidos pelo Copom para a Selic podem ser consultados no site do Bacen a qualquer momento.

Como investir com o aumento da Selic em 2021?

A melhor forma de investir de acordo com a atual taxa Selic 2021 é com a ajuda de um assessor de investimentos. Esses especialistas observam todos os acontecimentos nacionais e internacionais e dão recomendações de carteiras de investimentos.

Na Ethimos, o atendimento é comprovado pelo selo NPS (Net Promoter Score), e os assessores têm grande experiência no mercado financeiro. A empresa tem quase 6 mil clientes e gerencia um patrimônio de R$ 2,9 bilhões.

Acompanhe mais informações de investimentos no Blog da Ethimos

Fernando Jacomini

Fernando Jacomini

Jornalista, redator e editor de conteúdo. Atua no Blog e na assessoria de imprensa do Grupo Ethimos.

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