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O primeiro trimestre de 2021 foi marcado por turbulências na política e no mercado econômico. De um lado, o início da vacinação contra a Covid-19 serviu como uma “dose” de otimismo à economia. De outro, o aumento de casos e de mortes pela doença voltou a preocupar em todo o mundo.

Enquanto isso, o maior consumo durante a pandemia provocou a alta da Selic pela primeira vez em quase seis anos para tentar conter a inflação. Na política nacional, dança das cadeiras em seis ministérios e nos comandos das Forças Armadas. Além disso, reação do mercado à notícia da anulação das condenações do ex-presidente Lula.

Antes de tudo, a reabertura do Fundo Verde despertou a euforia dos investidores e movimentou bilhões de reais.

Para o assessor de investimentos Leonardo Costa, sócio da Ethimos, um dos maiores escritórios de XP, os três primeiros meses do ano foram atípicos. Isso porque, conforme explicou, foram muitos acontecimentos que oscilaram o mercado financeiro em um curto período de tempo.

“No Brasil, fechamos um trimestre com o real se desvalorizando em relação ao dólar e Bolsa em queda por volta dos 3%. Houve deterioração do cenário fiscal e confusão envolvendo a continuidade da agenda econômica e de reformas”, pontuou.

Já no cenário internacional, segundo avalia o especialista, houve um aumento, mesmo ainda tímido, do otimismo econômico. “Indicadores econômicos tiveram melhoras, a pandemia está mais controlada, e a vacinação, acelerada”, acrescentou Costa.

Veja alguns destaque da economia no 1º trimestre de 2021:

Reabertura do Fundo Verde

Depois de dois anos fechado para a entrada de novos investimentos, a reabertura do Fundo Verde, em fevereiro, gerou euforia dos investidores. Em poucos minutos, o produto financeiro atingiu o limite de captações e muitas pessoas não conseguiram aplicar o dinheiro nele.

O fundo tem um histórico de bons retornos financeiros. Em quase 25 anos de história, fechou no negativo somente uma vez. Houve momentos também que rendeu quase 850% do CDI e mais de 11 vezes o retorno do Ibovespa.

Ex-presidente Lula

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou a anulação de todas as condenações o ex-presidente Lula na Lava Jato, em Curitiba. Com isso, Lula deixou de ser réu, recuperou os direitos políticos e voltou a ser elegível.

Por isso, houve queda da Bolsa e a alta do dólar durante alguns dias. A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorre da decisão.

Dados da economia

Pela primeira vez em quase seis anos, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar a Selic a 2,75% ao ano, uma alta de 0,75 ponto percentual. O órgão do Banco Central sinaliza novo aumento na próxima reunião em maio.

Ainda no 1º trimestre, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 4,1% em 2020, o pior resultado em 25 anos.

Pandemia

Depois de meses em queda, os números da pandemia do novo coronavírus voltaram a subir no começo do ano, endurecendo as medidas de isolamento social.

O ritmo de vacinação contra a Covid-19 segue lento em todo o país, e março foi o pior mês da pandemia, com recorde de mortes, de casos e de internações.

Economia internacional

No cenário global, o trimestre foi marcado por oscilações dos treasuries americanos (papéis do Tesouro dos Estados Unidos), o que levantou alerta do Federal Reserve.

Além disso, a posse do presidente Joe Biden nos EUA e o anúncio do pacote de estímulos ao país marcaram o mercado econômico e a política.

Política no Brasil

Por fim, o trimestre também teve a reforma ministerial anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e a queda das ações da Petrobras depois do anúncio de troca da presidência da companhia.

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Fernando Jacomini

Fernando Jacomini

Jornalista, redator e editor de conteúdo. Atua no Blog e na assessoria de imprensa do Grupo Ethimos.

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