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O Ibovespa fechou em queda (-0,41%) na quarta-feira (30), mas encerrou o primeiro semestre de 2021 com uma alta acumulada de 6,54%, enquanto o dólar caiu 4,16% no mesmo período. A repercussão de indicadores de emprego aqui e nos Estados Unidos e o noticiário político movimentaram o mercado, principalmente a informação de que o representante de uma empresa vendedora de vacinas teria recebido o pedido de propina de US$ 1 por vacina de um funcionário do Ministério da Saúde.

As taxas futuras de juros fecharam o dia em alta, refletindo a percepção de maior risco político e os receios em relação à variante delta da Covid-19 sobre a economia global, o que prejudica ativos emergentes. DI jan/22 fechou em 5,385%; DI jan/24 encerrou em 7,595%; DI jan/26 foi para 8,225%; e DI jan/28 fechou em 8,49%.

Leia as principais notícias do semestre

Internacional

Mercados amanhecem levemente positivos (EUA+0,1% e Europa +0,4%) enquanto investidores aguardam pelos dados do auxílio desemprego e atividade industrial americanos, indicando se a retomada econômica permanece forte. O S&P fechou em alta histórica pela 34ª vez no ano. O petróleo sobe +1,2% em antecipação da reunião entre membros do OPEC+, que determinará a produção futura da commodity.

Nos Estados Unidos, indicadores de atividade econômica apontam para crescimento sólido no segundo trimestre. Os dados de criação de vagas no setor privado superaram as projeções do mercado, aumentando as expectativas para o Relatório de Emprego (Nonfarm Payroll) a ser divulgado na sexta-feira (31).

Na Europa, há sinais adicionais de aceleração da recuperação econômica, com melhora expressiva dos índices de confiança e recuo da taxa de desemprego. Por sua vez, a atividade industrial da China mostra arrefecimento no período recente. Destaque ainda para a reunião ministerial da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), na qual são aguardadas novas decisões sobre a produção da commodity, cujos preços fecharam em forte elevação ontem.  

Brasil

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a taxa de desemprego permaneceu ao redor de 14% em abril, já que o crescimento do contingente de pessoas em busca de emprego superou o aumento da população ocupada no período.

Analistas da XP acreditam em recuperação gradual dos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro nos próximos meses. No lado fiscal, o resultado primário do setor público voltou a surpreender positivamente, e as projeções para a dívida pública no final deste ano têm viés de baixa, podendo ficar ainda mais próximas a 80% do PIB (Produto Interno Bruto).

Agenda do dia: Dados do Caged sobre criação de empregos formais em maio.

**Com informações da XP Investimentos

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