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O Ibovespa teve alta de 0,40% na terça-feira (12), a 128.168 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 24,221 bilhões. Enquanto isso, o dólar comercial caiu 0,21%, cotado a R$ 5,16.

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de ontem em alta, com maior intensidade nos vencimentos longos, refletindo o movimento no exterior. Por trás dessa alta, citam-se a inflação americana acima do esperado (CPI) e a pressão nas Treasuries após o leilão de T-Bonds de 30 anos. DI jan/22 fechou em 5,83%; DI jan/24 foi para 8,04%; DI jan/26 encerrou em 8,59%; e DI jan/28 fechou em 8,96%.

Internacional

Nesta manhã, as principais bolsas amanhecem neutras para negativas (EUA 0% e Europa -0,3%) após dados da inflação americana surpreenderem as expectativas com um aumento de 5,4% em junho, o maior dos últimos 13 anos.

Apesar da surpresa, o recuo nos juros americanos de 10 anos para 1,415% reflete que os mercados continuam comprados na tese de transitoriedade inflacionária do Federal Reserve, segundo analistas da XP.

Os analistas de mercado devem esperar pelo discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, ao Senado na quinta-feira (15) para avaliar se o resultado da inflação mudou a visão do banco central americano sobre os próximos passos da política monetária.

Ainda nos EUA, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, anunciou acordo na comissão de Orçamento para uma resolução orçamentária de USD 3.5 trilhões, o primeiro passo para avanço do Plano das Famílias Americanas via reconciliation (manobra que permite esquivar obstruções no Senado) e então permitiria destravar o pacote de infraestrutura de USD 1.2 trilhões (USD 600 bi novos gastos) acordados entre os partidos. 

O plano, que tem ênfase em medidas sociais como auxílio para creches e cuidado para idosos, além de iniciativas ambientais, reflete compromisso entre os USD 6 trilhões defendidos pela ala mais à esquerda do partido e os valores mais conservadores dos moderados. No entanto, ainda tem que passar pelo filtro dos senadores mais conservadores do partido, que não fazem parte da comissão – Joe Manchin e Kyrsten Sinema – e anteriormente tinham mencionado valores entre USD 1 e 2 trilhões. As negociações podem levar meses. Já o pacote de infraestrutura deve ter andamento mais célere e pode ser aprovado logo em agosto.

Brasil

O relator da reforma do imposto de renda, Celso Sabino, apresentou uma nova versão da proposta, com corte mais agressivo de impostos às pessoas jurídicas para compensar a introdução do imposto sobre os dividendos. A nova versão é mais positiva para a atividade econômica, embora aumente o risco fiscal. Segundo Sabino, a nova proposta representa uma redução de R$ 30 bilhões por ano na arrecadação de impostos.

O texto preliminar vence etapa importante para afastar resistências à proposta original da Economia e ajuda a manter o tema em evidência, algo relevante para o presidente Arthur Lira. A apresentação inaugura nova fase de discussão – ainda há pontos de resistência, como a alíquota de 20% para dividendos e os próprios cortes de incentivos – e, embora Arthur Lira tenha aventado a possibilidade de que o relatório esteja “pronto para votar” ainda esta semana, a tendência é que o tema fique maduro para ir a plenário apenas a partir de agosto.

Em meio ao clima turbulento na política, os presidentes Jair Bolsonaro, Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e Luiz Fux teriam encontro às 11h, mas Bolsonaro cancelou a reunião depois de ser internado em Brasília com dores abdominais, segundo a imprensa.

A Câmara aprovou ontem o projeto que impõe restrições aos supersalários do funcionalismo público, obtidos por meio dos “penduricalhos” e diversos tipos de auxílio. O texto, que volta ao Senado, tem potencial de economia de R$2 bilhões a R$10 bilhões anuais segundo o relator e é visto como condicionante para avanço da reforma administrativa.

**Com informações da XP

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