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O Ibovespa fechou em queda de 1,07% na terça-feira (17), a 117.904 pontos e com volume financeiro negociado de R$ 38,052 bilhões, seguindo exterior e cenário político. O dólar teve leve queda de 0,66%, operando a R$ 5,30.

Internacional

Principais mercados amanhecem sem movimentos expressivos (EUA +0,1% e Europa 0,0%) enquanto investidores aguardam a ata da reunião do Fomc, o comitê de política monetária americano.

Na China (+1,2%), a paralisação parcial do Ningbo, terceiro porto mais movimentado do mundo, com o intuito de reduzir novas contaminações pela variante Delta da Covid-19, preocupam cadeias de suprimentos globais.

O petróleo (+0,7%) amanhece positivo após cinco dias consecutivos de quedas, ao passo que persistem as dúvidas sobre a demanda futura da commodity, caso a pandemia encerre mais tarde que o esperado.

Os índices de preços ao consumidor da zona do euro e do Reino Unido ficaram em linha com as expectativas e reforçaram o cenário de inflação bem controlada nessas regiões.

Dados de atividade dos Estados Unidos emitiram sinais mistos. Por um lado, as vendas no varejo frustraram as expectativas ao registrarem contração disseminada em julho, possivelmente como reflexo da disseminação da variante Delta do coronavírus. Na mesma direção, o índice de sentimento dos construtores de imóveis residenciais atingiu em agosto o menor patamar dos últimos treze meses.

Analistas da XP projetam desaceleração do crescimento da economia americana ao longo do segundo semestre. 

A crise no Afeganistão continua em destaque na seara internacional e segue gerando preocupações sobre aumento de riscos geopolíticos. A toma de poder do Taleban no país abre espaço para maior influência da Rússia e China na região. O tema repercute negativamente para Joe Biden, cuja liderança é questionada tanto pela esquerda quanto pela direita política nos EUA, segundo a XP.

Brasil

As atenções estão voltadas para o ambiente político e questões fiscais. Sem acordo, a Câmara decidiu, na terça-feira, retirar da pauta da sessão o texto da reforma do imposto de renda. A decisão, tomada por 390 contra 99 votos, foi apoiada pelo governo para evitar uma derrota maior do Planalto, que seria a rejeição do relatório de Celso Sabino em plenário.

Os dois principais pontos de divergência foram o impacto da redução no IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) para a arrecadação de estados e municípios e a alíquota para a taxação de dividendos. As concessões feitas no relatório para reduzir as resistências entre deputados. Sabino disse em plenário que seguiria as conversas para tentar viabilizar um novo texto na próxima semana.

*Com informações da XP.

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