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O Ibovespa fechou em queda de 1,2% aos 124.394 pontos nesta segunda-feira (19), em dia de grande aversão ao risco no exterior por conta do recuo do preço do petróleo e, principalmente, por conta do avanço da variante delta do coronavírus ao redor do mundo. 

Lá fora, o índice Dow Jones caiu 2,09% a 33.962 pontos, S&P 500 teve queda de 1,58% a 4.258 pontos, e o Nasdaq recuou 1,06%, a 14.274 pontos – foi a maior perda em uma sessão do Dow Jones desde outubro do ano passado.

Internacional

Nesta terça-feira (20), mercados globais amanhecem levemente positivos (EUA +0,4% e Europa +0,1%) após a venda generalizada de segunda-feira, com investidores reduzindo sua exposição a nomes cíclicos e mais afetados pela pandemia com o avanço da variante Delta.

Os juros de 10 anos americanos amanhecem em 1,17% (-33% desde março), potencialmente em função do sentimento de aversão ao risco levando o fluxo de ações para renda fixa. Já o Bitcoin (-3,8%) negocia abaixo dos US$ 30 mil pela 1ª vez desde janeiro.

Na China, destaque para as taxas de juros interbancárias, as quais permaneceram estáveis, sugerindo que a redução das taxas dos compulsórios promovido pelo banco central local na semana passada foi um movimento pontual de ajuste monetário, e não uma tendência.

As autoridades chinesas vem buscando uma desaceleração gradual da economia, que vinha crescimento a um ritmo muito forte no início do ano. Destaque também para a inflação ao produtor na Alemanha, a qual ficou em 1.3%, um pouco acima do esperado (1.2%); em 12 meses, a inflação já acumula 8,5% no país.

Pressões de inflação, particularmente no atacado, vem se provando um fenômeno global, puxado pela forte alta acumulada dos preços das commodities este ano.

Os holofotes seguem sobre o Senado americano em meio a tentativas dos democratas por um acordo sobre o financiamento do pacote de infraestrutura de USD 1.2 tri (USD 600 em novos gastos). O líder democrata na Casa, Chuck Schumer, procura iniciar a primeira votação protocolar no plenário na quarta-feira (21), porém ainda não tem respaldo de seus correligionários para isso. As negociações continuam nesta terça-feira, mas não houver consenso o voto pode ser postergado até o final da semana.

Já na seara diplomática, EUA, Nova Zelândia, Canada, Reino Unido, Noruega e União Europeia acusaram a China de ser responsável por série de ataques cibernéticos, inclusive ao servidor da Microsoft, mas Beijing negou responsabilidade e acusou os aliados de viés político.

**Com informações da XP

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