Tempo de leitura: 2 minutos.

O Ibovespa fechou a quarta-feira (21) em alta de 0,42%, aos 125.929 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 24,5 bilhões, impulsionado pelos ganhos de 1,4% das ações da Petrobras após forte valorização do petróleo.

No exterior, o dia foi novamente de recuperação depois da segunda-feira de “sell-off”. Enquanto isso, o dólar comercial registrou queda de 0,76%, cotado a R$ 5,191. As taxas futuras de juros fecharam o dia em relativa estabilidade, após alta moderada ao longo dia. DI jan/22 fechou em 5,77%; DI jan/24 encerrou em 7,77%; DI jan/26 foi para 8,37%; e DI jan/28 fechou em 8,76%.

Internacional

Mercados globais amanhecem levemente positivos (EUA +0,2% e Europa +0,8%) enquanto investidores aguardam pelos dados sobre pedidos de seguro-desemprego dos americanos, que servem de indicador para a retomada econômica do país.

Na Europa, ações estendem os ganhos e o foco hoje está no pronunciamento do Banco Central Europeu, que anunciará novas metas de inflação e possivelmente novidades a respeito da política monetária, segundo analistas da XP. O petróleo sobe +1% após o rali de ontem (+4%), e retorna aos US$ 73/barril.

Em relação à economia internacional, destaque para a decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu), a primeira após a revisão de estratégia que estabeleceu uma meta explícita de inflação de 2%. A autoridade tem reiterado que os atuais estímulos monetários serão mantidos (no mínimo) até o 1º trimestre de 2022.

Segundo a presidente da instituição, Christine Lagarde, a reunião será importante, com revisão no forward guidance.

Além disso, o calendário econômico desta quinta-feira traz a publicação de vários indicadores de atividade dos Estados Unidos.

Por falar nos EUA, as negociações pelo pacote de infraestrutura seguem sob os holofotes após republicanos bloquearem a primeira votação protocolar no Senado. A medida recebeu apoio de todos os democratas, mas de nenhum republicano – o placar foi 49 x 50, 10 votos a menos do que necessário. As negociações continuam e parlamentares dizem esperar acordo até o início da semana que vem.

Brasil

A arrecadação tributária federal apresentou resultados sólidos em junho, ainda que um pouco abaixo das estimativas. A recuperação firme da atividade doméstica, os níveis depreciados da taxa de câmbio e a inflação alta (em particular, a forte elevação dos preços de commodities) explicam o crescimento expressivo das receitas tributárias no primeiro semestre deste ano.

Na agenda do dia, destaque para a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referentes a maio e junho, com expectativa de desbloqueio de recursos do orçamento (R$ 4,5 bilhões estão bloqueados no momento) propiciado pela melhora na arrecadação.

**Com informações da XP

Leia mais sobre investimentos e mercado financeiro no Blog da Ethimos

Deixe um comentário