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Ibovespa fechou em queda de 0,40% na terça-feira (22),  a 128.768 pontos. Já o dólar comercial caiu 1,11%, a R$ 4,96 na compra e a R$ 4,97 na venda. Com isso, o câmbio fechou abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde 10 de junho do ano passado, quando encerrou a sessão cotado em R$ 4,93. 

Segundo analistas do mercado financeiro, a queda no preço do dólar está relacionada à informação, detalhada na ata do Copom (Comitê de Política Monetária), de que há possibilidade de aceleração das altas da taxa básica de juros nas próximas reuniões.

Para Lucas Brigato, sócio e head de Câmbio da Ethimos Investimentos, a desvalorização da moeda também está relacionada ao otimismo da economia. “Além da alta de juros, que atrai o investidor, existe também uma maior expectativa com relação ao controle da pandemia de Covid-19”, avalia.

Brigato também explica que a tendência é que o dólar fique próximo ao patamar dos R$ 5 nos próximos dias. “É provável que o câmbio não oscile tanto antes de tomar uma outra direção”, completa.

Brasil

Na política, o governo dá contornos finais à proposta de reforma da tributação sobre renda, depois de cobrança do presidente Arthur Lira para que o texto fosse enviado ainda nesta quarta-feira (23) ao Congresso.

Embora com detalhes ainda em discussão, o texto deve prever como linhas gerais a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda para pessoa física e a redução do imposto de renda para pessoa jurídica, compensados pela taxação de dividendos e pelo fim do mecanismo de dedutibilidade dos juros sobre capital próprio.

Internacional

Mercados amanhecem mistos (EUA +0,1% e Europa -0,2%) após pronunciamento do Jerome Powell, que reiterou que apesar da inflação superar o esperado, ela tenderá a diminuir devido a fatores transitórios.

Nos Estados Unidos, com recesso parlamentar marcado para quinta-feira (24), as chances de acordo sobre o projeto de infraestrutura são reduzidas. Autoridades do governo Biden se reuniram com senadores e devem continuar as conversas nesta quarta-feira.  A principal dificuldade permanece o financiamento da proposta, após a Casa Branca rejeitar a indexação do imposto sobre a gasolina à inflação.  

**Com informações da XP Investimentos

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