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O Ibovespa encerrou a semana passada com uma queda 2,6%, retornando aos 118.053 pontos. O desempenho foi puxado, segundo a XP, por incertezas políticas e fiscais, além de um cenário macroeconômico global mais desfavorável com o avanço da variante Delta do Covid-19.

Internacional

Mercados amanhecem levemente positivos (EUA +0,3% e Europa +0,4%) enquanto investidores aguardam pelo simpósio de Jackson Hole, evento anual do Fed, o banco central americano.

Na Europa, investidores parecem aproveitar a queda da semana passada, sendo a maior desde fevereiro, para montar posições no continente.

Democratas americanos retornam às atividades na Câmara para avançar a agenda econômica em meio ao desgaste do presidente Joe Biden gerado pela crise no Afeganistão. A presidente da Casa, Nancy Pelosi, enfrenta dificuldades para avançar o primeiro item na agenda: a resolução orçamentária de US$ 3,5 trilhões, diante da resistência de nove moderados que buscam aprovar primeiro o pacote de infraestrutura. No entanto, deve negociar intensamente nos próximos dias para garantir os votos necessários.

Vale lembrar que, do outro lado, a ala mais à esquerda do partido, que é mais numerosa, mantém a pressão para que a resolução seja aprovada primeiro.

Brasil

No Brasil, a discussão segue focada na proposta orçamentária para 2022, que será enviada ao Congresso no final deste mês. O jornal Valor Econômico informa que um acordo entre o governo federal e os estados sobre a reforma do Imposto sobre Valor Agregado está próximo. Depois do terceiro adiamento da votação da reforma do IR, na semana passada, é possível que, diante deste sinal, o governo volte a focar na reforma tributária do consumo.

Em política doméstica, o clima na semana deve reverberar a decisão de Jair Bolsonaro de apresentar, na sexta-feira (20), o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal, além do veto apresentado pelo presidente ao fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Nesse ambiente conturbado, o governo enfrenta negociações com o Congresso para três temas econômicos relevantes: a PEC dos Precatórios, enviada no início do mês, mas ainda sem andamento no Congresso; a reforma tributária, que foi retirada de pauta na semana passada e sobre a qual ainda não há consenso para votação; e a reforma administrativa, que o relator promete apresentar parecer na comissão especial da Câmara ainda nesta semana.

*Com informações da XP.

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