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O Ibovespa registrou elevação de 0,85% no pregão de quinta-feira (24), atingindo 129.514 pontos, em linha com o bom humor nos mercados internacionais. A cotação do dólar apresentou recuo de 1,06% e encerrou a quinta-feira a R$ 4,91, o menor patamar desde junho do ano passado.

Leia artigo sobre a baixa do dólar.

As taxas futuras de juros encerraram a sessão em queda, direcionadas pela divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação) do Banco Central, que apresentou tom menos hawkish frente à ata e ao comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) referentes à última decisão de política monetária, e também pelo cenário externo mais positivo para moedas emergentes.

DI jan/22 fechou em 5,735%; DI jan/24 foi para 7,825%; DI jan/26 encerrou em 8,33%; e DI jan/28 fechou em 8,68%.

Internacional

Após meses de embate, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou acordo para um pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão em oito anos. Porém, para ser efetivamente aprovado, o projeto precisa receber apoio da ala mais à esquerda do partido democrata, que defende gastos mais amplos, ou de um maior número de senadores republicanos, que tendem a ser mais resistentes às despesas.

No lado econômico, destaque para a publicação do deflator das despesas com consumo pessoal nos Estados Unidos referente a maio, o indicador de inflação favorito do Federal Reserve (banco central americano). O mercado espera elevação mensal de 0,5% para a medida de núcleo do indicador.  

Brasil

O destaque fica por conta da prévia da inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que subiu 0,83% em junho, uma aceleração ante maio, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Gasolina e energia elétrica foram os principais fatores para a elevação.

Além disso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou a meta de inflação para 2024. Ela foi fixada em 3,00%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual em torno da meta (1,50% a 4,50%). A mediana das expectativas de mercado, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central, é de 3,25%. Segundo analistas da XP, será interessante ver se essas expectativas convergirão para a nova meta nas próximas semanas.

Por fim, o governo federal enviará ao Congresso nesta sexta-feira (25) a segunda fase da Reforma Tributária. O projeto deverá trazer ajustes no Imposto de Renda para pessoas físicas e na tributação sobre dividendos.

**Com informações da XP Investimentos

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