Educação Financeira

Como ensinar Educação Financeira para crianças

Quando se fala sobre educação financeira no Brasil, sabemos que esse é um assunto sobre o qual poucas pessoas se familiarizam. Isso porque trata de algo culturalmente disseminado como em outros países de primeiro mundo, por exemplo.

A tarefa de educar financeiramente nossas crianças, além de todas as responsabilidades coexistentes durante o processo de educação, não é nada fácil. Além disso, pode parecer bastante preocupante, principalmente quando essa educação na grande maioria das vezes vem de pessoas que também não tiveram um ensinamento sobre essas questões.

Consequências da falta de educação financeira

A consequência da falta de educação financeira no Brasil fez com que nos tornássemos um dos países mais endividados do mundo, com cerca de 64 milhões de pessoas inadimplentes, segundo uma pesquisa realizada pelo Serasa em dezembro de 2021.

A vergonha de falar sobre a situação financeira e sobre o endividamento acaba tornando esse um assunto um tabu entre as famílias. Isso faz aumentar ainda mais o número de pessoas que crescem sem ter acesso e noções sobre a educação financeira.

Dessa forma, a situação se torna um ciclo vicioso, pois é “normal” se endividar e é também “normal” não falar sobre como é possível evitar e sair desse tipo de situação.

Por que falar sobre educação financeira com crianças?

Muitas famílias só trazem o assunto sobre dinheiro à tona como uma discussão que normalmente gira em torno de contas a serem pagas e endividamento. Isso faz com que muitas crianças acabem crescendo com uma primeira impressão e visão de aversão sobre as finanças, onde só são ressaltados os pontos negativos sobre o porquê é preciso mexer com dinheiro.

Nesse sentido, é muito importante fazer com que o tema se torne algo divertido na educação da criança e que ela tenha uma boa consciência financeira. Apesar de não ser uma tarefa simples, pode ser administrada pelos pais por meio de práticas do dia a dia, tais como:

  • Levar os filhos para participar das compras de mercado, farmácia, feira etc.;
  • Incluir eles nas atividades domésticas;
  • Pedir ajuda na lista de compras para itens que possam estar em falta;
  • Mostrar a eles o valor das coisas e o quanto vocês possuem disponível para as compras, ensinando a ela o valor do dinheiro;
  • Pagar um valor de mesada para a criança (de preferência um valor baixo), por auxiliar nas tarefas domésticas e explicar como administrar aquele valor durante o mês.

É importante ressaltar que não cabe apenas aos pais o processo de educação financeira das crianças, uma vez que boa parte do processo de criação e desenvolvimento dela vai acontecer dentro das escolas.

Educação financeira nas escolas

Visando um maior engajamento e aprendizado dos alunos sobre conscientização do tema da educação financeira, o governo brasileiro já passou a incluir na grade curricular das escolas a disciplina como matéria transversal. A ideia é que o assunto seja discutido em sala de aula entre os próprios alunos e professores.

A longo prazo, estima-se que isso impacte de forma positiva na forma como o brasileiro lida com o dinheiro e com seu patrimônio. No entanto, o desafio ainda é grande, principalmente quando falamos de gerações que cada vez mais se distraem fácil e que tratam assuntos sérios muitas vezes de forma displicente.

Ensinar finanças de forma lúdica e criativa

Prender a atenção e o interesse dessas pessoas se torna cada vez mais difícil.

Mas há uma solução: existem maneiras lúdicas e dinâmicas para a educação financeira – como os jogos. Desde tabuleiro e jogos de cartas, até jogos de videogame de simulação ou até mesmo jogos virtuais onde se é possível “minerar” dinheiro de verdade por meio de criptoativos.

Esses meios de entretenimento são capazes de proporcionar um aprendizado sobre finanças e ao mesmo tempo estimular a criatividade, competitividade, socialização, racionalização e espírito esportivo.

Pensando nisso, separamos alguns exemplos de jogos que exploram em sua temática a educação financeira:

Monopoly

Um grande clássico e um dos jogos de tabuleiro mais conhecidos do mundo, estima-se que o Monopoly foi criado por volta de 1903. É um jogo que aborda a venda e compra de casas, bairros, hotéis e companhias, por exemplo, tratando questões de endividamento, investimentos e independência financeira de forma competitiva, onde alguns jogadores “fazem fortuna” e outros “vão à falência”.

Banco Imobiliário

Versão regional do jogo Monopoly, a linha de jogos do Banco Imobiliário possui seguimentos que vão desde jogos simples como Banco Imobiliário JR, que pode ser usado para introduzir crianças a partir de 6 anos em como lidar com seus recursos, até o Super Banco Imobiliário que já trabalha com a aquisição de grandes empresas e uso de cartões de crédito e de débito.

Jogo da Vida

Lançado pela primeira vez nos anos 80, o Jogo da Vida também segue uma premissa bastante parecida com a do Monopoly e Banco Imobiliário. Mas além das questões monetárias que o jogo apresenta, ele dá ao jogador a possibilidade de trilhar uma vida fictícia, onde ele pode ter uma carreira profissional, casar-se, ter filhos, comprar uma casa, etc.

Renda Passiva

Também um jogo de tabuleiro, mas não tanto para crianças, o Renda Passiva foi criado para simular situações da vida adulta e transmitir inteligência financeira. No jogo, o jogador cria estratégias para administrar seu patrimônio, investir em negócios relacionados à renda fixa, renda variável, imóveis, organiza seu orçamenta, tenta se livrar das dívidas e tem como objetivo principal criar uma independência financeira.

Magic: The Gathering

O cardgame Magic: The Gathering, além de ser um jogo de estratégia competitivo, é comumente conhecido como um jogo de manutenção de recursos e reconhecimento de ameaças, onde é possível facilmente se fazer uma alusão ao mercado de investimentos quando traçamos o paralelo de que o investidor também procura gerir os seus recursos da melhor forma possível, visando a segurança de seu patrimônio e também se antecipar às ameaças do mercado.

RPG de Mesa

RPG vem do termo em inglês Role-Playing Game, que em tradução livre nada mais é do que um jogo de interpretação de papéis. Normalmente é jogado em grupo, onde uma pessoa desempenha o papel de narrar uma história e os demais são os jogares que irão interpretar um personagem com habilidades, poderes, fraquezas e vantagens definidas. Para diversas ações a serem executadas pelos jogares, é necessária a utilização de recursos financeiros (moedas, peças de ouro, cédulas etc), e cabe aos jogadores administrarem esses recursos da forma que julgarem mais prudente, visando que todas as suas ações podem gerar consequências para seus personagens. Assim, cria-se no jogador um senso de gestão de recursos mais aprimorado.

Fable, the lost Chapter

Uma das séries de RPG mais aclamadas da plataforma de videogames XBOX, o jogo conta a história de um herói que além de salvar o mundo pode, com o passar do tempo e de sua experiência no jogo, aprender mais sobre a economia do mundo onde vive, comprando e revendendo de produtores para aumentar seu capital. Quanto mais souber, mais dinheiro ganha.

Uma forma simples e divertida de se explicar sobre oferta e demanda às crianças e adolescentes tão acostumados com jogos eletrônicos.

Jogos NFT’s

NFT (non-fungible token) é um token não fungível de itens colecionáveis, mas apenas digitalmente (por isso a parte do “não fungível”), que podem ser obras de arte no geral, itens relacionados à moda ou à jogos. No caso dos jogos, os itens colecionáveis podem ser vendidos e comprados digitalmente como ativos. Mas, para isso, é preciso que essas transações sejam feitas por meio de criptomoedas em uma carteira de negociação de moedas que o próprio jogo opera.

Esse tipo de jogo tem chamado bastante a atenção do público jovem e hoje já existem dezenas de opções de jogos nesse segmento nos mais variados estilos. A vantagem é que, se adotadas boas estratégias pelos jogadores, esse jogo pode se tornar um investimento bastante rentável.


Seja por meio de jogos, brincadeiras, conversas, leituras ou pesquisas aprofundadas, nunca é tarde para começar a aprender mais sobre educação financeira. E principalmente: esse assunto não precisa ser tratado de uma forma chata e conservadora.

Aqui na Ethimos nós possuímos diversos especialistas no assunto e você pode a qualquer momento vir falar com a gente sobre educação financeira!

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Equipe Ethimos

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