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O Ibovespa encerrou a sessão da quarta-feira (18) com queda de 1,1%, atingindo 116.642 pontos, o patamar mais baixo desde o início de abril. Esse movimento representou o terceiro dia consecutivo de variações negativas do índice acionário brasileiro, que acompanhou o mau humor das principais bolsas internacionais.

Vale destacar os recuos nas bolsas dos Estados Unidos após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. O índice Dow Jones declinou 1,08% a 34.960 pontos, o S&P 500 caiu 1,07% a 4.400 pontos e o Nasdaq decresceu 0,89% a 14.525 pontos.

Internacional

Destaque para novos sinais acerca do aperto regulatório promovido pelo governo da China sobre diversos setores. Lideranças do governo chinês teriam afirmado que permitiram que determinados grupos e regiões enriquecessem nas primeiras décadas do novo modelo de crescimento do país, mas que agora chegou o momento de priorizar a “prosperidade de todos”.

Nos Estados Unidos, por sua vez, a tomada de poder do Talibã no Afeganistão segue repercutindo negativamente para o governo de Joe Biden. Ainda sobre o tema, o FMI (Fundo Monetário Internacional) suspendeu o acesso do Afeganistão aos recursos da instituição.

Na agenda econômica desta quinta-feira, destaque para a publicação de indicadores de atividade nos Estados Unidos (sondagem industrial, pedidos de seguro-desemprego) e para o anúncio do Banco do Povo da China sobre as taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos (1 e 5 anos).

Brasil

No cenário político local, depois da decisão da Câmara dos Deputados de adiar a discussão da reforma do Imposto de Renda, o governo tenta construir um novo texto, inclusive com a oposição, para permitir uma nova tentativa de votação em quinze dias.

Parte do time econômico, no entanto, teme que novas concessões sejam feitas a ponto de inviabilizar a reforma. Nesse sentido, a implementação gradual da alíquota de 20% para a taxação dos dividendos estaria sob discussão, medida que enfrenta resistências no Ministério da Economia.

Enquanto isso, o time econômico segue na tentativa de mobilizar o Congresso para a aprovação da PEC dos Precatórios, proposta que foi tema de audiência da Comissão Mista de Orçamento nessa quarta.

*Com informações da XP.

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