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Os mercados devem continuar a repercutir a divulgação da segunda fase da reforma tributária, que traz ajustes no imposto de renda para empresas, pessoas físicas e investimentos. Na agenda da semana, uma série de indicadores importantes como a inflação medida pelo IGP-M de junho, resultados fiscais e dados de mercado de trabalho. Lá fora, os mercados vão ficar atentos a discussões sobre o pacote de infraestrutura nos EUA e o relatório de desemprego americano, que será divulgado na sexta-feira (2).

Na semana passada, o Ibovespa foi na direção contrária dos mercados globais. As ações brasileiras recuaram com medidas da reforma tributária.

Segundo a XP, dentre as principais preocupações, se destacam a tributação em 20% dos dividendos, o término do juros sobre capital próprio, além da cobrança de imposto de renda sobre fundos de investimentos imobiliários. Com isso, a Bolsa brasileira caiu -0,9% na semana, aos 127.256 pontos, enquanto outras bolsas globais subiram; o índice de fundos imobiliários IFIX caiu -2,0% na sexta-feira.

Internacional

Mercados globais amanhecem mistos (EUA 0% e Europa -0,3%) após o S&P 500 fechar em patamar recorde na sexta-feira, marcando a melhor semana para a bolsa americana desde fevereiro. O deflator PCE de maio, medida favorita de inflação do Federal Reserve, saiu um pouco abaixo das expectativas e reforçou a tese de que o choque é temporário.

O pacote de infraestrutura de USD 1,2 trilhão acordado entre a Casa Branca dos EUA e um grupo de senadores permanece em destaque. Após dúvidas geradas por suas falas, Joe Biden clarificou que não vetaria o projeto se um segundo pacote com ênfase em políticas sociais não fosse aprovado em paralelo. A declaração foi interpretada positivamente por republicanos e amplia a chance de aprovação do projeto de infraestrutura.

Na Europa, preocupações com a variante Delta do coronavírus prejudicam ações de lazer e turismo, que puxam a baixa do Eurostoxx 600. E o Bitcoin mantém-se próximo dos US$ 34 mil após criptocorretora Binance ser proibida de operar no Reino Unido.

Brasil

Diante da comunicação recente do Copom, analistas da XP elevaram a projeção para a Selic para 6,75% (antes 6,50%). Também houve revisão da taxa de câmbio para 4,9 reais por dólar neste ano e no próximo e redução da projeção para o IPCA de 2022, de 3,8% para 3,6%.

**Com informações da XP Investimentos

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